Uma das formas de produzir madeira em florestas nativas é o manejo de baixo impacto. A AMATA colhe produtos florestais de modo a gerar o menor impacto possível, retirando somente aquilo que a natureza pode repor.

Tudo começa com a concessão de manejo em uma área pública, por licitação, ou privada, por parceria contratual com proprietários de terras. Nesses locais a AMATA é autorizada a colher produtos madeireiros e não madeireiros. Em contrapartida, há um compromisso de que esse manejo seja realizado conforme os parâmetros estabelecidos pela legislação vigente e de forma responsável. Além disso, a AMATA paga as quantias pré-estipuladas em contrato ao governo ou ao dono da terra.

Para atuar nessas florestas é preciso conhecê-las profundamente. Por isso, são desenvolvidos diversos estudos sobre relevo, hidrografia, fauna, flora, entre outros. Em seguida, a área total é dividida em unidades de produção. Essa é a base para a criação do Plano de Manejo Florestal Sustentável, que deve ser protocolado junto aos órgãos competentes, como IBAMA e secretarias do meio ambiente.

Somente com todas essas informações e documentos em mãos, faz-se o mapeamento das árvores, uma a uma. Denominado Censo, esse método é muito importante para elaboração do Plano Operacional Anual (POA), que define quais espécies e diâmetros serão colhidos e como será feita essa colheita.

Cada unidade será explorada por apenas um ano. Assim, quando a última for trabalhada, a primeira já teve tempo suficiente para se recompor, e um novo ciclo de corte poderá ser iniciado.

Durante todo esse processo, há um cuidado especial com os impactos sociais do manejo. As comunidades locais são inseridas na cadeia produtiva, os trabalhadores são qualificados para integrarem a equipe, as tradições da região são incentivadas, entre muitas outras ações.

Produzir segundo esses parâmetros significa respeitar a floresta e todos que vivem ali.

Entenda o processo

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